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Obesidade

29/03/2010 | por Dr. Luiz Carlos

 

Informativo escrito por:

Dr. Luiz Carlos de Souza Pereira

 

 

Obesidade

A obesidade passou a ser o grande mal do século XXI. Visto por uns como doença, por outros tantos como seqüelas  ou sintomas de doenças paralelas . Amedronta-nos muitos as estatísticas que acusam o crescimento exponencial desta entidade.

O desenvolvimento do ganho de peso tem razões bem claras, às vezes não tão fáceis de tratamento, como causas podemos enumerar:

1-      A oferta de alimentos ricos em calorias.

2-      Diminuição crescente do gasto energético.

O desequilíbrio da relação oferte alimentar x gasto energético vem aumentado o peso da população mundial muito mais em função da diminuição do gasto energético, desmistificando a figura do gordo gulão.

O mundo moderno quase se conspira em favor desta pandemia, pois as facilidades atuais como: controle remoto, computadores com teclado ergonômicos, meios de transportes mais ágeis, vidro elétrico, etc. Somando o fato de ter cada vez mais uma vida agitada deixando-nos  cada vez mais ansiosos e estressados, porque apesar de todas essas “facilidades modernas”existirem, não dão ao homen a sensação de realização, muito pelo contrario, temos sempre uma sensação de frustração por não conseguirmos realizar nossas tarefas diárias. Ai surgem os quadros de infelicidade, depressão, que catalogamos como causas da maioria dos quadros de aumento de peso da população assistida. O problema maior do ganho de peso é porque é  um aumento ponderal surdo, lento e progressivo, sem que por parte do paciente haja nenhum alarde por não ter sintomas no inicio do quadro. O homem engordando tem que ser analisado de forma geral, dessa maneira temos que ter subsídios no passado. Ao longo dos séculos  o ser humano foi vivenciado algumas revoluções na sua forma de vida exigindo do mesmo uma adaptação para cada situação nova.

Assim sendo concluímos que toda essa evolução exigiu uma adaptação própria vai nos fazendo mal ao longo do tempo, levando-nos a  respostas orgânicas tais como dislipidêmias , hipertensão arterial, diabetes e obesidade como causa ou conseqüência dessas .

Quando me referi a problemas emocionais, vemos hoje na prática clínica que mais de 80% dos casos de ganho de peso, têm como origem principal o estado emocional do paciente, por haver esse momento um desequilíbrio no metabolismo deste o organismo estressado a ter um nível de reserva metabólica bem superior a um organismo são, diminuindo sobremaneira a termogêne. Daí passa-se a engordar comendo pouco. Como o mesmo não consegue transformar de forma adequada o alimento em energia vital, o mesmo passa a apresentar um quadro compulsivo para beliscar no momento de ansiedade, ai o organismo esta tão somente buscando substrato suficiente no alimento para ter as suas funções preservadas. Assim sendo é dado inicio a mecanismo de auto controle que de forma paradoxal oferecemos uma maior quantidade de alimentos. Agora com o intuito de queimar mais calorias. Só que ai é que mora o perigo, pois existe um mecanismo paralelo agora desequilibrador que é a sensação de culpa por ter comido além do normal. Esse remorso gera stress que por sua vez desencadeia todo o processo descrito acima.

Nós na condição de profissionais da saúde de uma forma multidisciplinar temos uma tarefa maior que é a de conclamar a todos, pois neste momento só Deus com sua magnitude nos dá condição de nos juntarmos, e podermos tentar melhorar a nossa qualidade de vida e dos nossos semelhantes.

Dr. Luiz Carlos de Souza Pereira

 

 

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